2016: O Ato Final

December 6, 2016 Leave a comment

Todo fim de ano eu gosto de fazer um balanço, de ver quantas coisas aconteceram no ano e compará-las aos anos anteriores. Besteira, eu sei, a vida não é feita em anos. Não acho que a cada final de ano uma gestalt se fecha e a cada começo uma nova se abre (como acontece com os semestres letivos). Mas eu gosto de ver a evolução.

No final de 2013 eu pensei: Nunca na minha vida eu vou ter um ano tão ruim como esse. Tão difícil. Tão exigente. Tão estressante.

No final de 2014 eu pensei: Meu deus que ano maravilhoso o melhor ano da minha vida quero ser assim pra sempre.

No final de 2015: Caramba…. e eu que pensava que não podia ser pior que 2013. Mas vamos lá, 2016 com certeza vai ser melhor.

E agora chega o fim de mais um ano. E por mais que eu esteja tentada a reclamar e dizer como foi sofrido, resolvo fazer esse fechamento sob uma ótica diferente.

Não, não quero ignorar o sofrimento. Foi um ano especialmente triste, especialmente dolorido. Foi um ano atravessado por uma perda gigante, um buraco que se formou dentro de mim que nunca vai voltar a ser preenchido do mesmo modo. Foi um ano de luto (a), de um esforço simbólico que me levou ao limite, de uma experiência de crueldade superegoica que eu nem sabia que dava pra ter. Um ano em que eu senti na pele que a vida é feita de escolhas e toda escolha implica uma renúncia, mas que nem sempre estamos preparados pra essa renúncia.

Mas também foi um ano em que eu me surpreendi de verdade com a empatia e a compreensão daqueles que me são queridos. Um ano em que eu aprendi o que realmente significa ter o apoio incondicional da família, não importa o que aconteça. Um ano em que eu finalmente pude me libertar de tantas mágoas passadas e trazer à tona outras possibilidades de amar. Um ano em que eu me senti amada, mesmo quando eu não me achei merecedora disso. Foi um ano em que eu pude procurar e aceitar o amparo dos outros ao invés de fazer tudo sozinha. Um ano de aproximações e de lembrar que existem pessoas que sempre estarão ali dispostas a ter comigo, e que outras nem tanto, mas é a vida e tudo bem.

Por mais complicado que tenha sido, foi um ano em que eu finalmente pude me relacionar com os outros de um lugar diferente. Em outras palavras, pela primeira vez sinto que me relaciono com outras pessoas ao invés de me relacionar com a idealização que eu faço delas. Foi também um ano de aceitação, de perdão de mim mesma. Um ano em que eu tive que aprender que os buracos existem e nunca serão preenchido da mesma forma, mas podem sim ser preenchidos por outras formas.

Um ano em que eu encontrei uma voz que eu procurava há tanto tempo e que eu percebi que essa voz só poderia vir do lugar que eu mais negava. E que, exatamente por isso, talvez esse seja mesmo o ato final, o último post sobre mim que eu vou escrever por aqui.

Resumindo bastante, foi um ano em que fui da total falta de esperança à possibilidade de ser novamente, e isso só pôde acontecer pelo apoio e pelo amor das pessoas ao meu redor.

E, no final, é só isso o que importa.

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Baleia Beluga

October 4, 2016 Leave a comment

Era uma vez uma baleia beluga, que vivia ali pelos lados do ártico.

A baleia beluga era uma baleia normal, fazia coisas de baleia como toda baleia faz e brincava com suas amigas luzinhas sempre que podia. Ela gostava muito das luzinhas, eram sua companhia preferida e a maneira mais fácil de conseguir subir para respirar, pois as luzinhas sempre a puxavam para cima

e a ajudavam

a sobreviver.

Chegou então uma certa época em que algumas coisas horríveis aconteceram na vida da baleia beluga, coisas que a puxavam para baixo, para a imensidão da escuridão do oceano

a perda

o vazio

era insuportável

era dor demais.

Então baleia beluga fugiu o mais rápido que pôde da escuridão e, nessa fuga desvairada, trombou com uma luzinha bastante interessante, a luzinha G. Baleia beluga viu coisas lindas na luzinha G, entre elas, uma maneira de escapar da escuridão e conseguir subir pra respirar. Baleia beluga colocou todas suas esperanças na luzinha G, que cresceu e cresceu e se tornou muito forte, ao ponto de cegar a baleia beluga e impedí-la de ver completamente a escuridão

como era bom

poder respirar

tão intensamente

com tanto ar.

Baleia beluga passou meses desse jeito e pensava que podia viver assim pra sempre. Pobre baleia beluga. Cada dia que passava o fundo do mar a chamava e crescia e engolia todas as luzinhas amigas da vida da baleia beluga, até que ela veio

como um furacão

de dor, de perda, de luto

como uma escuridão

inimaginável

não representável

como um abismo

cheio de nada

vazio

como ela.

Baleia beluga foi engolida pelas trevas e passou um tempo por lá. Não o tempo todo. Não todos os dias. Era como um sonho ruim que faz você acordar no meio da noite

no escuro

sem luz

sem ar.

A escuridão gritava para baleia beluga tudo aquilo que ela não queria ouvir e dessa vez era uma voz forte demais para ser ignorada

você faz tudo errado

você é horrível

você não merece nada do que tem

você merece morrer também.

Baleia beluga acreditou na escuridão e acreditou que finalmente conseguia ver a verdade. Então ela decidiu se afastar de todas as luzes que amava porque sabia que não merecia. Porque não tinha como merecer. As luzinhas foram aos poucos se apagando e até a luzinha G que era tão forte que cegava não conseguia iluminar mais nada. E assim baleia beluga ficou um tempo

no luto

no escuro

no silêncio absoluto

sem ar.

Baleia beluga não entendeu que ela que estava se afastando das outras luzinhas e começou a pensar que nenhuma luzinha gostava mais de brincar com ela, ficava horas pensando e procurando evidências de como as outras luzinhas estavam cansadas dela. Não conseguia mais conversar com as luzes, e nem com a luzinha celestial ela falava, uma das mais importantes luzinhas. Ela encontrava com as luzinhas mas não conseguia enxergá-las, estava apagadas, era como se não estivessem lá. E por um tempo foi como se ninguém mais existisse e ela estivesse ficado

sozinha

tão sozinha

com tanta dor

a baleia e a dor

eram o mundo.

Certo dia a luzinha celestial, que era uma luzinha tão especial, conseguiu ultrapassar uma barreira e, assim, ajudou baleia beluga a entender como se sentia e também a nomear o sentimento:

solidão.

Foi aí que ela conseguiu ouvir alguns sussurros de algumas luzinhas tão queridas e perceber que as outras luzinhas não se importavam para o que a baleia beluga tinha ou não tinha feito, que continuavam pensando coisas boas da baleia e dizendo coisas lindas para ela

toda baleia comete erros

você merece ser amada

tenho saudades

eu te amo.

Baleia beluga percebeu que se quisesse sair dali teria que confiar nas outras luzinhas e acreditar no que elas diziam. Baleia beluga se cansou de tanto sufocar e decidiu que queria voltar a respirar. Começou a tentar a voltar à superfície, mas não é assim tão fácil. Tem dias que ela consegue respirar com certa facilidade. Tem dias que ela está quase chegando lá, calcula errado e bate a cabeça com tudo no gelo. Tem dias que são escuros como breu, que uma força maligna a puxa pra baixo com tudo, que ela suspeita de todas as luzinhas e sente vontade de se fechar de novo na sua escuridão.

As luzinhas são o que a mantém na busca pelo ar. Se não fosse por elas, baleia beluga sequer veria sentido em alguma coisa. Tem a luzinha M que é a luz primordial e sempre vai ser a luzinha mais importante, e também a luzinha A. Tem uma certa dupla de luzinhas-irmãs C que é imbatível e a beluga nem imagina uma vida sem elas. Tem outra luzinha C que nem imagina o quanto é fundamental. Tem também a luzinha N, que há quase 10 anos escuta a baleia falar de tudo, e a luzinha B, que mesmo do outro lado do mundo manda sempre seu alô. A luzinha G continua brilhando, mas não mais a ponto de cegar, mas agora com um brilho próprio que é o brilho mais incrível que tem. E a luzinha celestial, que continua aqui, não importa o quanto entediante ou defendida a baleia beluga seja ou quantos acting outs ela decide fazer.

Tem inúmeras outras luzinhas que ajudam a baleia beluga, como a luzinha T, a luzinha P, a luzinha I, a luzinha H, e muitas outras. Elas fazem com que a vida da baleia beluga seja cheia de luz e cheia de ar. É por causa das luzinhas que baleia beluga voltou a nadar pra cima e agora pode

vislumbrar

um novo futuro

e pode voltar

a sonhar.

.

.

Obrigada, luzinhas

por tudo

por todo

o ar.

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A Caixa

July 21, 2016 Leave a comment

Quando eu comecei a fazer análise, lá nos primórdios de 2012, eu tive um sonho:

“Eu estava em casa, procurando uma caixa. Era uma caixa muito misteriosa, que guardava muitos segredos, e eu precisava achá-la e abri-la. Essa caixa ficava no quarto dos meus pais, muito bem escondida. Quando eu entrei lá pra procurar, minha mãe não me deixou passar, disse que aquilo não era pra mim. Eu fiquei muito frustrada e acordei.”

Desde então minha analista tem voltado muito nesse sonho. Nos anos que se seguiram ela insistia muito em falar da caixa e eu não entendia porquê. Dizia que eu estava sempre atrás do mistério da caixa, sempre impedida de abri-la por alguém… E lá se foram anos de análise, anos falando sobre a fatídica caixa. Claro que quando eu comecei a estudar psicanálise eu entendi melhor, mas entender as implicações disso PRA MIM não é algo tão simples. Na faculdade eu estudava sobre édipo, sujeito barrado, castração, histeria, e tinha uma impressão de que isso tinha alguma coisa a ver com caixas, mas essa conexão também era difícil pra mim…me sentia meio idiota: a gente estuda 12 hrs por dia, passa na fuvest, lê todos os textos da faculdade, lê no fim de semana, lê todo o tempo livre, presta atenção na aula, tira 10 na prova, e, ainda assim, chega no consultório e sente que toda a habilidade de PENSAR sumiu. E que bom que sumia, porque muitas vezes não é assim que se chega na(s) resposta(s).

Mais de 4 anos se passaram. Anos de desconstrução, de crescimento e amadurecimento, de afrouxamento de superego, de direcionamento no sentido do desejo, de ressignificação de muita coisa, ou qualquer coisa dessas que a gente faz em análise. Há uns meses eu tive outro sonho:

“Eu e o Guilherme estávamos na frente de uma caixa azul, sentados no chão. Começamos a tentar abri-la pela tampa, mas não conseguimos, a tampa não saía. Decidimos então rasgá-la, destruí-la, tirar pedaço por pedaço. A caixa era de papelão, não era difícil fazer isso. De fato, era fácil e muito divertido. Quanto mais destruíamos a caixa, mais ríamos, ao ponto de chegar a gargalhar com a tarefa. Quando terminamos e chegamos ao que interessava, não tinha nada dentro da caixa. Eu não pareci me importar nem um pouco com isso, era como se eu soubesse o tempo inteiro que não havia nada lá dentro e nem esperasse que tivesse. Olhamos o vazio da caixa, levantamos e fomos embora, ainda rindo.”

Acho o segundo sonho bastante claro, como aliás, a maioria dos meus sonhos têm sido. Por mais loucos e sem sentido que eles pareçam (outro dia eu sonhei q eu namorava com a JoutJout e a mãe dela me dava algodão doce!), é cada vez mais simples chegar a uma interpretação que faz sim bastante sentido. O segundo sonho da caixa pode representar muita coisa, representa minha estrutura, representa o próprio processo analítico, mas mais do que tudo representa a falta e o vazio e o modo como eu aprendi a lidar com isso. Me mostra que hoje eu entendo que não tem mais todo aquele segredo, toda aquela idealização..por mais que eu continue indo atrás do mistério (afinal continuo viva e isso, no meu caso, significa que continuo sendo ser-desejante), tentando abrir caixas, eu sei que não vai ter nada dentro delas…e isso faz toda a diferença do mundo pra mim =)

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Frustrate me

May 11, 2016 Leave a comment

Forgive me for my transpassing

I tend to do that a lot

I’m not proud to act on my imagination

But if I do is because I forgot

I’m too eager to discover the whole of you

Even though I could never expect something like this

I know I’ll never get to see the entire truth

But the real thing is:

.

I want to see the beauty but also the ugliness within

I want happy and lovely moments but also rawness and cruelty

I want to taste your kiss and thoughts and your dreams

I also want to taste your tears and desolation and your despair

I want to laugh until our stomach hurts

I also want long discussions and sleepless nights

I want to get to know the fertile imagination

And I also want to know the twisted mind

I want us to help each other out

But I also want to know when you don’t need me

I want all our dreams to come true

But I’m not here to have all my wishes granted

I want to feel like you’re the only thing I need in the world

But please, my dear, please

Frustrate me.

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Gui

May 4, 2016 Leave a comment

 

Eu queria que você pudesse ser eu, só por um momento, só por um instante, pra poder enxergar tudo o que eu vejo em você. Queria que você pudesse compreender o quanto eu me entreguei a você e me entrego a todo momento, o quanto eu sou sua, só sua, completamente sua. O quanto eu me sinto bem no seu abraço, o quanto eu durmo bem quando durmo com você. O quanto você está em tudo o que eu vejo e é tudo o que eu sinto. Queria conseguir te mostrar tudo isso, coisas que por mais que eu tente nunca vou conseguir demonstrar e nem verbalizar com exatidão.

Pra você ver como amo a sua boca pequena com pintinhas, o seu nariz que se inclina pra baixo bem no final, suas narinas diferentes uma da outra, suas sobrancelhas grossas e redondas, seus olhos que fazem eu querer ficar olhando pra eles o dia inteiro sem fazer mais nada. Amo quando sorri pra mim e amo ainda mais o som da sua risada que é a coisa mais liiinda e me deixa muito muito feliz.

Como eu amo suas orelhas pequenas, o formato do seu rosto, amo dar beijinhos na sua testa, nas bochechas e em você todo, amo seu cabelo macio e gostoso de fazer carinho. E as covinhas… eu não consigo nem começar a descrever o quanto eu gosto delas, o quanto eu quero arrancar pedaços delas, o quanto eu gosto de olhar, de tocar, de beijar elas. Talvez um dia eu consiga descrever isso, mas com certeza esse dia não é hoje. Sabe quando vc é pego de surpresa por uma coisa muito muito bonita e fica meio chocado com o quanto aquilo é maravilhoso? É tipo isso, só que a cada 5 minutos.

Amo as suas piscadinhas sexys que fazem meu coração bater mais forte toda vez, que me deixam toda arrepiada e com uma vontade louca de você. Amo o jeito que você me toca, que me pega, que me coloca, como se você soubesse exatamente o que fazer, como se sempre soubesse o que é melhor pra mim. E você sabe. Não sei como, mas sabe.

Como eu amo suas mãos e seus pés com formato de pãozinho. Amo que nossos filhos vão ter pés horríveis, mas tudo bem porque eles precisam de algum defeito. Amo explorar cada centímetro do seu corpo, me habituar a ele, te beijar inteiro e sentir todos os seus gostos e suas texturas. Quanto mais coisas eu descubro, mais eu me apaixono por você.

Amo suas histórias e descobrir coisas novas sobre você. Amo ouvir sua voz e entender suas entonações, seus trejeitos, seus gestos. Amo que gosta de adormecer com a minha voz e me acha fofa de aparelho, que me faz rir muito, que a gente se da bem, amo nossas conversas e os assuntos eternos. Amo me divertir com você e fazer coisas novas e perceber que quanto mais a gente fica junto, mais eu quero ficar com vc.

Amo o jeito que você me olha tão intensamente que não consegue não sorrir e não demonstrar na sua cara tudo o que você sente. Amo o jeito que você sorri meio de lado, meio sem graça, querendo dizer tantas coisas que não cabem nas palavras.

Amo você inteiro, com todas as partes do meu corpo, mas, principalmente, com o coração.

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A brief and tiny poem about your dimple.

April 29, 2016 Leave a comment

Your dimple.

If you’d asked me, I’d wright a jingle

Though this rhyme is not really simple

Things I wouldn’t do? There’s not a single

If next to it there was a giant a pimple

I’d still be in love with your dimple.

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Quanto tempo é um tempo?

April 4, 2016 Leave a comment

Não é de hoje que eu escrevo sobre o tempo. Fiz aqui uma rápida busca no meu blog com essa palavra e achei bastante coisa. Textos sobre a morte e sobre o tempo, textos sobre a falta de tempo, textos permeados por uma sensação de inevitabilidade e pressa. E, por último, o texto de Caraíva, que falava sobre como minha relação com o tempo mudou nessa viagem.

E ainda está mudando. Eu disse que se tinha uma coisa que eu queria levar de lá era a calma e a tranquilidade com que se leva a vida. O tipo de calma que faz o tempo se arrastar e durar muito mais. Um tipo de tempo que sobra tanto que você nem sabe mais o que fazer com ele. Algo completamente diferente do que eu vinha fazendo até então.

“Mas é claro Renata, você estava de férias, sem obrigações, sem ter que trabalhar etc etc.” Sim. Eu não vou entrar na questão capitalista de modos de produção e tudo mais por motivos de presumir que todo mundo entenda minimamente. O ponto lá era sobre como conseguir extrapolar o que eu vivi dali pra cá.

Lacan fala sobre uma concepção de tempo em espiral, que vai ter pontos de intersecção em determinados momentos da vida. Quer dizer que uma coisa pode ter acontecido há muito tempo, mas ter a sensação de que aconteceu agora, que o inconsciente tem seu próprio tempo lógico e que o tempo não passa da maneira que achamos que passa. O Safatle também falava disso na aula dele, mas acho que na época talvez eu não tivesse consciência ou bagagem ou análise suficiente pra entender melhor.

Eu gosto de racionalizar e ter explicações e essas coisas me ajudam a entender que o tempo pode ser algo absolutamente relativo. Que 25 dias na Bahia podem durar muito mais do que 25 dias no tempo em que estava acostumada. Que 10 dias podem durar 9 meses (literalmente). Que 17 dias podem ser medidos em intensidade ao invés de horas, que o tempo pode sim parar, que a gente pode ter a sensação de que ele não existe mais (e tem horas que eu não sei se ele existe mesmo).

Tem gente que mede o tempo pelas horas. Pelos anos de vida. Pelos dias que faltam pro fim de semana. Pelas vezes em que se corta o cabelo em um ano, pelo fechamento da fatura do cartão de crédito, por deadlines inegociáveis, pelos anos de companheirismo. Tem gente que mede o tempo por número de papéis higiênicos acabados, por assuntos inacabáveis de conversas, pelo quanto aguenta ficar olhando pra outra pessoa sem desviar os olhos com timidez, por momentos eternos que parecem pouco mas duram muito e também muito pouco.

O tempo, na verdade, é o que a gente faz dele.

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