Is it worth it?

June 24, 2018 Leave a comment

Sometimes when she gets really mad

She wonders if there is any future ahead

Sometimes when she gets really lost

She is still holding on, but at what cost?

 

Is it worth it?

 

Sometimes when she gets really angry

She could really use someone who’s more manly

Sometimes when she gets really tired

Maybe there’s someone else she could desire

 

Is it worth it?

 

Sometimes when she gets really scared

She wishes she’d get up from this nightmare

Sometimes when she gets really sad

Is he really deserving of sharing her bed?

 

Is it worth it?

 

Sometimes when she thinks of his real age

This is stupid and worthless and beyond rage

Sometimes when she remembers all the omission

She can’t go through any more submission

 

Is it worth it?

 

Sometimes when she gets really sick

Maybe it is better to get out of this shit

Sometimes when she remembers his eyes

All she can think about is all of those lies

 

Is it  worth with?

 

Sometimes when she gets really infuriated

There’s no reason why this should be so complicated

Instead of being in this neurotic depression

Maybe she’s asking herself the wrong question:

 

Is she worth it?

.

.

Am I worth it?

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Paraty Mirim

June 3, 2018 Leave a comment

Era uma vez aqueles dois companheiros, que tinham uma fluidez e eram muito maneiros

Tinham reciprocidade na sua vida na cidade, mas por uma adversidade viviam com saudade

Como era complicado um amor desaprovado, o casal injustiçado que só estava apaixonado

Resolveram deixar de lado esse nó tão bem atado, o duo inconformado foi amar e ser amado

 

Eles quiseram aproveitar e então foram viajar, no meio da confusão foram pra praia ver o mar

Um cantinho bem feliz eles puderam encontrar, a casa da Dona Ana pode se chamar de lar

Foram na areia caminhar com um andar devagar, parando para tudo olhar e juntos formando um par

Como era de se esperar com fome iriam ficar, almoçaram ali no bar já pensando no jantar

 

E foi naquele condado que tudo foi confirmado, era algo desesperado, um amor exagerado

Que gostoso estar colado e um tanto alienado, com o corpo todo molhado se amaram no furado

E foi lá na cachoeira que ele ficou todo picado e ela tremeu de frio por causa do vento gelado

Quase perderam os cachorros, é de se ficar preocupado, mas no final do dia eles já tinham voltado

 

Como nem tudo é aguardado passaram por um mau bocado, ela de coração golpeado e ele muito assustado

Então tomaram mais cuidado, consertaram o que estava errado e deixaram no passado, e que isso sirva de recado.

Para se recuperar o casal se pôs a conversar, algumas coisas a mudar e outras tantas a confirmar

Quando puderam se abraçar e mil promessas jurar, ali perto daquele mar reaprenderam a amar

 

Era caso amarrado, o destino que estava dado, com o sabor adocicado que é do amor revigorado

Com o corpo entrelaçado veio um senso bem pensado, um amor que é regado pode ser tão transformado

O que estava complicado pôde se descomplicar, pode até ser engraçado ali na beira do mar

Retornaram descansados e com um novo olhar, um com o outro acostumados e já pensando em voltar!

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Vittorio

May 7, 2018 Leave a comment

Whenever I dream about you

I wake up petrified

It’s like I’ve gone back 15 years in time

 

Whenever I dream about you

It makes me wanna scream

I can’t help but ask why were you in my dream?

 

Whenever I dream about you

It’s a mixture of fear and anguish

Something I can’t describe not even in another language

 

Whenever I dream about you

I want to disappear

Mostly what I felt whenever you were very near

 

Whenever I dream about you

It makes me wanna cry

it’s like traveling back to the days I wanted to die

 

Whenever I dream about you

My stomach turns to rock

Something about him is wrong, that’s what I’ve always thought

 

Whenever I dream about you

I feel a little proud

For being strong and bold and also able to get out

 

Whenever I dream about you

I realize that you still live

Inside my worst nightmares but I’m so glad you are not here

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Viagens

April 6, 2018 1 comment

Como é incrível conhecer uma pessoa. É como viajar para outro lugar, um mundo completamente diferente, mas ao invés de descobrir lugares, descobrir cada gesto, cada palavra, deslumbrar-se a cada momento.

Ao invés de olhar a paisagem, olhar cada expressão, cada sorriso e cada olhar. Ao invés de nadar no mar, é nadar em cada toque, deixar-se levar pelas ondas dos cabelos, mergulhar na cor dos olhos e todas as suas nuances.

É escutar um idioma diferente. Cada tonalidade de voz, cada timbre e maneirismo. É aprender a falar uma nova linguagem, criada em conjunto, cheia de amor, honestidade e cuidado.

É aventurar-se por novos desafios e testar alguns limites. É descobrir até onde podemos ir, os limites do próprio corpo e ouvir os do corpo alheio. Saber a hora de se retirar e descansar um pouco.

É como acordar em um lugar estranho e lembrar-se de que está fazendo parte de algo incrível, que você não quer que acabe nunca. É sofrer por antecipação mesmo sabendo que o lugar vai continuar existindo e você pode voltar quando quiser.

É conhecer os animais, o que há de mais selvagem e mais instintivo em outro ser. É aprender uma  outra dança, mover-se de outros modos, até que você se sinta a vontade para andar como quiser. É encaixar-se e explorar cada centímetro daquele lugar, ainda que seja um lugar bem conhecido.

Também é ver as partes imperfeitas, as sujas e mal cuidadas. É tirar um tempinho para contribuir com esse lugar, sempre cuidando e tentando fazer do mundo alheio um mundo melhor e mais forte.

É cultivar velhas lembranças e criar muitas mais, tendo paciência e a consciência de que nem toda visita vai só trazer coisas boas, toda vez. É reformar, poder construir novas habitações e substituir alicerces a medida que os antigos vão caindo. É permitir e participar desse movimento constante de construção e reconstrução.

É contemplar o céu e as estrelas e perceber a imensidão que tem esse outro mundo. É nunca assumir que já sabe tudo ou viu tudo sobre esse lugar, assim você sempre acaba se surpreendendo e aprendendo toda vez que vai lá.

É ser extremamente grata por poder participar de tanta coisa boa, por estar autorizada a vivenciar e fazer parte de algo maravilhoso. É poder se retirar para a solitude sabendo que sempre tem um lugarzinho especial aguardando novas aventuras, novas ideias, novos sonhos.

O amor, meus amigos, é uma viagem sem volta. Pelo menos não pro mesmo lugar e não do mesmo jeito que se foi.

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Repetições: o outro lado

March 10, 2018 Leave a comment

Fora um dia turbulento. As jornadas de trabalho no banco estavam cada vez mais difíceis de suportar. Ela andava para casa tarde da noite, como todos os dias, e seu celular vibra incessantemente com pessoas querendo saber porquê ela não estava no aniversário do Maurício. Deixaria para responder no dia seguinte. Seus únicos planos para aquela sexta feira a noite envolviam um banho quente e uma cama confortável.

Estava cansada do mesmo caminho de sempre. Passar pelos prédios ao lado do rio. Virar à esquerda na rua de baixo. Depois a casa de sucos com aquele açaí maravilhoso que ela nunca mais tomou porque quando sai do trabalho já está escuro, e nada a ver tomar açaí no escuro. A loja de discos/sebo que ela não sabe como sobrevive, mas que já achou vários tesouros escondidos e já doou livros que nunca mais vai ler também. O riacho que mais parece um córrego com uma grade de segurança entre a rua e o abismo.

O riacho. Fora ali que eles se conheceram. Quer dizer, não exatamente ali, mas naquele banco na frente do pequeno rio. Outro banco, outra palavra que se repetia. Fazia quase 7 anos. Era outro dia em que ela andava tarde da noite para casa e ali estava ele, sozinho, bebendo uma garrafa de rum puro. Ela se sentou ao seu lado e pediu um gole. Ele deu sem nem olhar pra ela. Eles não se falaram por um bom tempo até que ele começou a chorar e ela o abraçou. Foi isso. A partir de então ele passou a ser dela, ela passou a ser dele e viveram felizes.

Por um tempo. Com ela, a felicidade nunca se sustentava. Dessa vez ela achou que iria, mas não foi diferente das outras. Repetições. Ela sentou naquele banco, dessa vez sozinha, e pensou em todos eles e em como todos eram tão iguais.

Não eram iguais, mas pensava que tinham algo bastante em comum. A maneira que o relacionamento foi se esvaindo. Como ela foi perdendo interesse cada vez mais. Como no começo tudo havia sido maravilhoso e aquela sensação de segurança e completude máxima. Mas com o tempo ela ia percebendo que eles não eram tão bons assim. Deveria ter outra pessoa por aí muito mais certa para ela, muito mais interessante. Eles sempre eram tão desinteressantes. Ao ponto de que ela já não sabia mais porque insistiu tanto em ficar com eles no primeiro momento. Que loucura!

Não é que eram desinteressantes, mas tornavam-se. Isso não era esquisito? Será que todas as pessoas no fundo são assim meio tediosas? Talvez ela devesse se contentar com isso. Mas não queria se contentar, não tinha estrutura para o contentamento. Queria emoções, queria alguém tão sensacional como ela. Ela não era mulher pra qualquer um, não. Mas parecia que estava sempre fazendo as escolhas erradas, escolhendo tantos quaisquer uns.

Porque havia se envolvido com um cara triste bebendo sozinho no meio da rua? Deveria saber que isso não daria certo. Pensou em todos seus outros namorados e nas situações que se envolveu com eles. Teve aquele que estava internado no hospital com um problema grave. O outro que tinha uma família completamente desestruturada. Tinha um que não tinha amigos e outro que tinha tantos e tantos segredos. Tinha aquele também que não se desdobrava por nenhuma mulher, mas se desdobrou por ela.

Eles sempre acabavam cedendo, não importava o discurso inicial. Talvez por isso ela sempre escolhesse os mais frágeis, eram mais fáceis de ceder. Ou não, porque a graça mesmo estava em fazer os resistentes cederem. No fundo todos eles eram frágeis, de qualquer jeito. Todos faziam exatamente o que ela queria, quando ela queria. Todos sempre tão….dependentes.

Não sabia o que se operava ali, nem como se operava, mas a história era sempre a mesma: ela conhecia alguém. Esse alguém virava o objetivo da sua vida, a pessoa mais maravilhosa do século, o príncipe do cavalo branco que veio para resgatar a pobre princesa. Ao mesmo tempo, havia o jogo reverso: ela era o príncipe. Ela salvaria todos eles. Ela daria forças para eles se recuperarem, ela os ampararia, os apoiaria, mudaria todo o entorno deles, daria cor para o seu mundo. Ela os ensinaria a se relacionar melhor, seria o reservatório de todos os segredos e todas as angústias. Ela era aquela que transformava, que transbordava, que ia além de qualquer desejo seu para conquistar o outro.

E conquistava. Mais do que conquistava, os deixava completamente indefesos. Eles se abriam como nunca tinham feito com ninguém. Eles confiavam de olhos fechados. Eles mal acreditavam na sorte deles e fariam de tudo para se manter aonde estavam. E ela se tornava a pessoa mais especial do mundo. A mais maravilhosa e perfeita. A que entregava 100%, que satisfazia 100%. Fálica, era quase uma mãe especular. Gozava dessa posição, de ser tão exclusiva, a guardiã de todo o mundo de alguém.

E aí esse mundo ficava chato. Cansativo. Conquistado. E aí o desejo se esvaía e não havia mais maneira de manter o interesse. Ele não fazia nada direito. Ele agia como criança. Ele não se responsabilizava. Ele era preguiçoso, faltava energia. Ele tinha vícios horrorosos. Ele dependia demais. Ele, ele, ele. Apesar dos esforços dela, eles estavam sempre fazendo tudo errado. Sem se dar conta de que quem os colocava nessa posição era ela. Quem os via como quem precisava de salvação era ela. Quem não sabia mais o que fazer depois de perceber que ninguém queria ser salvo, era ela.

No fundo era ela quem precisava de salvação e sabia disso. Não o tempo todo. Não todos os dias. Mas sabia sim. Se disfarçava de quem podia, de quem sabia de tudo, de quem não tinha medo de nada. Se travestia de falo justamente por não o ser. Mas queria ter. Nenhum deles era frágil. Ela os tornava frágeis para que eles pudessem ser mais como ela. Pelo menos em sua cabeça e na posição que ocupava (tentava ocupar) para eles. Mas sempre falhava.

Poderia chamar isso de amor? Será que já havia amado? Existiria para ela a possibilidade de um amor que não fosse narcísico? Existiria relacionamento não pautado na competição? Ela sempre ganhava, ganhava de todas as outras. Eles sempre perdiam. Ela acabava perdendo também, e com a perda vinha o sofrimento, a angústia, o luto. Tudo de novo.

Tudo de novo. O mundo se abria de possibilidades e voltava a ser maravilhoso. Ela, de novo, a mais maravilhosa. E gozava até não poder mais.

Não podia mais.

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Negação

March 10, 2018 Leave a comment

Esse não é um post sobre o amor.

É um post sobre os significantes e os significados.

Esse não é um post sobre o amor.

É um post sobre a Bejahung.

Esse não é um post sobre o amor.

É sobre a Verdrangung, a Verleugnung e a Verwerfung.

Esse não é um post sobre o amor.

É um post sobre os quereres e as demandas.

Esse não é um post sobre o amor.

É um post sobre o escape do desejo.

Esse não é um post sobre o amor.

É um post sobre o objeto a.

Esse não é um post sobre o amor.

É um post sobre a repetição e o gozo.

Esse não é um post sobre o amor.

É um post sobre o cálculo neurótico.

Esse não é um post sobre o amor.

É sobre a travessia do fantasma.

Esse não é um post sobre o amor.

É um post sobre o recalque.

Esse não é um post sobre o amor.

É sobre o gozo histérico.

Esse não é um post sobre o amor.

É um post sobre a frustração.

Esse não é um post sobre o amor.

É sobre a angústia de castração.

Esse não é um post sobre o amor.

É sobre a falta do que não se pode ter.

Esse não é um post sobre o amor.

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Arthur

March 6, 2018 Leave a comment

Aqui estou eu de novo no hospital
Mas dessa vez por um motivo diferente
Eu já sei o que vai dar no final
Não é nada como um pedaço de gente

Sete de março de dois mil e dezesseis
Amanhã vai fazer dois anos
Que eu decidi que não teria vez
Você nunca estaria em meus planos

Os seus olhos, tão verdes como os meus
Seus cabelos molhados do sal do mar
Eu sinto falta de um futuro que morreu
E de um sorriso que eu só posso imaginar

Ainda hoje você me vem em sonho
Com medo do escuro e a luz do abajur
Na minha cabeça tudo isso eu suponho
E nós meus lábios o seu nome, era Arthur.

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